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Mensagens

RAYMOND ARON - MEMÓRIAS

Este livro retrata a vida e obra de um dos grandes pensadores do século xx. Através das suas memórias, Raymond Aron proporciona uma extraordinária reflexão política sobre um século de grandes mudanças, onde se analisam aspectos como a ascensão do Nazismo na Alemanha, a Guerra-fria ou a Descolonização francesa. São também examinadas as ideias maiores do seu tempo: o Marxismo, o Existencialismo, o Liberalismo. Essa análise é tão habilitada quanto Aron conheceu de perto algumas das mais importantes figuras do seu tempo, como Charles de Gaulle, André Malraux, Henry Kissinger ou Giscard D'Estaing. Os retratos que faz destes homens são ao mesmo tempo isentos de contemplações e de malícia. Um livro essencial para quem se interessa pelas ideias e políticas que fizeram o século XX, que é também um poderoso testemunho de alguém que se interroga sobre si próprio e sobre a sua obra, sobre as pessoas e sobre a vida. guerra e paz - 2007 

KARL POPPER - BUSCA INACABADA - AUTOBIOGRAFIA INTELECTUAL

Tendo assistido a duas Guerras Mundiais e ao colapso do comunismo para lá da cortina de ferro, Popper oferece-nos neste livro um relato inultrapassável dos acontecimentos e das ideias que ao longo de décadas mais o influenciaram. Em particular, somos convidados a acompanhar o despertar do seu fascínio pela ciência e pela filosofia. Dos aspectos da sua vida raramente discutidos noutro lugar ao seu gosto pela música; dos sentimentos desencontrados acerca dos seus antecedentes judaicos ao debate que travou com Wittgenstein e ao incidente, agora lendário, «do atiçador»; do seu relacionamento com um leque notável de figuras ímpares - Heisenberg, Schrodinger, Einstein, Russell... - às reacções por vezes violentas, que as suas teses maiores acabariam por suscitar; eis alguns dos caminhos abertos por esta autobiografia. Todavia, é como introdução à filosofia popperiana que Busca Inacabada refulge. Graças a uma exposição clara e sucinta das suas ideias centrais, este volume proporciona a l

SIMONE DE BEAUVOIR - O SANGUE DOS OUTROS

"Contar as vidas humanas, comparar o peso de uma lágrima com o peso de uma gota de sangue, era uma tarefa impossível, mas ele já não tinha que fazer contas, e toda a moeda era boa, mesmo essa: o sangue dos outros. O preço nunca seria caro de mais." Com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, O Sangue dos Outros narra-nos a história de amor entre Hélène e Jean. No entanto, a frase de Dostoievski que inaugura o romance, "Todos somos responsáveis por tudo perante todos", já nos anuncia aquele que será o eixo temático da narração: a responsabilidade do indivíduo na sociedade em que vive, as implicações do compromisso ideológico, o preço a pagar pela liberdade, o papel dos líderes políticos... Todas estas linhas temáticas têm como pano de fundo as questões filosóficas colocadas pelo movimento existencialista, do qual Simone de Beauvoir, com Jean-Paul Sartre e Albert Camus, foi uma das impulsionadoras. Embora este romance, assim como outros da autora

MICHEL WINOCK - O SÉCULO DOS INTELECTUAIS

Esta história cronológica dos intelectuais do século XX, centrada em França, não é tanto - embora efectivamente o seja também - uma história de pessoas, ideias e obras como é realmente o relato dos confrontos de ideias entre estes intelectuais, assim como o reflexo das suas amizades e dos seus ódios. É essencialmente um livro de acção e de acções, em que se descreve os confrontos verbais ou escritos não de velhos sábios muito tranquilos, por vezes exaltados pelos manuais escolares, mas de jovens fogosos que chegam a insultar-se mutuamente e a agredir-se fisicamente. Através dos anos Barrès, dos anos de Gide e dos anos de Sartre, este livro faz as pazes com a realidade e a simbólica dos acontecimentos, põe a nu a carne destes homens - tenham sido eles grandes actores ou personagens secundários - que, por meio das suas ideias, pretenderam exercer alguma influência sobre o século. Libertando-se dos tons sépia em que já estão envolvidos, uns muito mais outros muito menos, eles reapare

MICHAEL J.BENTON - BREVE HISTÓRIA DA VIDA

Poucas histórias haverá mais notáveis do que aquela que nos conta a evolução da vida na Terra. Esta breve introdução apresenta-nos um guia sucinto para os episódios chave dessa história - das controvérsias em torno do próprio nascimento da vida até à extraordinária diversidade das espécies que hoje povoam o mundo, fazendo paragens no caminho pelas origens do sexo e da multicelularidade, a mudança para a terra, as extinções em massa e, mais recentemente, a ascensão dos conscientes humanos. Ao introduzir ideias de uma vasta gama de disciplinas científicas, da biologia evolucionária e da história da Terra à geoquímica, paleontologia e sistemática, Michael Benton explica-nos como podemos montar as peças deste enorme puzzle evolucionário, a fim de criarmos uma imagem actualizada da história da vida na terra. texto editores - 1ª edição junho de 2010   

WILLIAM FAULKNER - O SOM E A FÚRIA

" Lá há dias como este no fim de Agosto, em que o ar fica fino e sôfrego como aqui, com um não sei quê de nostálgico, de triste e familiar. O homem é o somatório das suas experiências climáticas dizia o Pai. O homem era o somatório de tudo e mais alguma coisa." colecção mil folhas - público - outubro de 2002

JOSÉ GIL - PORTUGAL, HOJE O MEDO DE EXISTIR

O   objecto do texto aproxima-se mais do que os historiadores chamam "mentalidades" do que de qualquer outra matéria disciplinar. Mas recorre-se a apontamentos etnográficos, a factos e anedotas triviais, a conceitos psicanalíticos e filosóficos, a outros da ciência política, etc. Digamos que, epistemologicamente, o campo explorado é indefinido, com uma transversalidade no trajecto de certas noções que pode ter as suas vantagens. ( ...) Enfim, contrariamente ao que pode parecer, nenhum pressuposto catastrofista ou optimista quanto ao futuro do nosso país subjaz ao breve escrito agora publicado. Se não se falou "no que há de bom", em Portugal, foi apenas porque se deu relevo ao que impede a expressão das nossas forças enquanto indivíduos e enquanto colectividade. Seria mais interessante, sem dúvida, mas também muito mais difícil, descobrir as linhas de fuga que em certas zonas da cultura e do pensamento já se desenham para que tal aconteça. Procurou-se dizer o