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FRANZ KAFKA - CONTOS

FRANZ KAFKA - CONTOS

Prólogo e selecção de Jorge Luis Borges

Contos
- O abutre
- Um artista da fome
- Primeira mágoa
- Um cruzamento
- O escudo da cidade
- Prometeu
- Um incidente trivial
- Chacais e árabes
- Onze filhos
- Relação para uma Academia
- A construção da muralha da China


Do Prólogo de Jorge Luis Borges

« A elaboração, em Kafka, é menos admirável que a invocação. Homens, há apenas um na sua obra: o homo domesticus - bem judeu e bem alemão -, sequioso de um lugar, mesmo que o mais humilde, numa qualquer Ordem; num universo, num ministério, num asilo de loucos, na prisão. O argumento e o ambiente são o essencial; não as evoluções da fábula nem a penetração psicológica. Daí a primazia dos seus contos sobre os seus romances; daí o direito a afirmar que esta antologia de contos nos dá integralmente a medida de tão singular escritor.»     


relógio d'água editores - dezembro de 2005

Comentários

popular sempre

ARNOLD HAUSER - HISTÓRIA SOCIAL DA ARTE E DA LITERATURA

"Uma obra marcante, cuja riqueza quantitativa e qualitativa pode ser apenas sugerida em uma resenha. O contexto temporal é extraordinariamente amplo... O valor da obra consiste principalmente no fato de que Hauser, fundamentando em um conhecimento preciso de fontes e literatura especializada, reúne resultados excepcionalmente claros da sociologia da arte, da música e da literatura. Com isso, ao lado de uma riqueza de investigação sociológica não específica, são avaliadas as importantes escolas da sociologia burguesa europeia e americana, de Taine, Max Weber, Dilthey, Troeltseh, Simmel, Sombart, Veblen até Karl Mannheim, Levin Schueking e outros críticos. Hauser, além desses pesquisadores burgueses, examina também Marx, Engels, Mehring, Kautsky, Lenin e Georg Lukács e une as descobertas destes às suas próprias observações, dando mostras, assim, de sua imparcialidade. ... Deve-se desejar que sociólogos, assim como historiadores de todas as tendências, estudem cuidadosamente este livr…

SIMONE DE BEAUVOIR - O SANGUE DOS OUTROS

" Contar as vidas humanas, comparar o peso de uma lágrima com o peso de uma gota de sangue, era uma tarefa impossível, mas ele já não tinha que fazer contas, e toda a moeda era boa, mesmo essa: o sangue dos outros. O preço nunca seria caro de mais."
Com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, O Sangue dos Outros narra-nos a história de amor entre Hélène e Jean. No entanto, a frase de Dostoievski que inuagura o romance, "Todos somos responsáveis por tudo perante todos", já nos anuncia aquele que será o eixo temático da narração: a responsabilidade do indivíduo na sociedade em que vive, as implicações do compromisso ideológico, o preço a pagar pela liberdade, o papel dos líderes políticos... Todas estas linhas temáticas têm como pano de fundo as questões filosóficas colocadas pelo movimento existencialista, do qual Simone de Beauvoir, com Jean-Paul Sartre e Albert Camus, foi uma das impulsionadoras. Embora este romance, assim como outros da autora, suporte uma carg…

THOMAS PYNCHON - ARCO-ÍRIS DA GRAVIDADE

GRAVITY'S RAINBOWArco-Íris da Gravidade é um épico pós-moderno. A sua narrativa alargada, enciclopédica e a fina análise do impacto da tecnologia na sociedade tornaram-no um livro de culto e a grande obra representativa da segunda metade do século XX.Lançado em 1973, foi o primeiro grande romance impregnado dos valores e da linguagem da contracultura norte americana. Num clima ao mesmo tempo de pesadelo e de banda desenhada, no qual, uma sucessão de peripécias se desenrolam num ritmo alucinante. 
O verdadeiro protagonista desta obra não é Slothrop, o anti-herói que atravessa a devastada Europa do pós segunda grande guerra, mas sim a linguagem de Thomas Pynchon. É tal a sua força poética que, apesar do grotesco das várias personagens e do absurdo das situações por elas vividas, que nos vemos totalmente envolvidos e fascinados pelo universo mágico da sua narrativa. 
Bertrand Editora


Link:
http://www.pynchonwiki.com/
http://thomaspynchon.com/pynchon-cover-art/gravitys-rainbow/3/
http://gr…

A ERA DOS EXTREMOS - ERIC HOBSBAWM

A ERA DOS EXTREMOS - ERIC HOBSBAWM
THE AGE OF EXTREMES - THE SHORT TWENTIETH CENTURY : 1914 - 1991


Este livro, largamente baseado na experiência pessoal e na observação de um dos maiores historiadores da actualidade, é de incontornável importância para a compreensão do século XX e daquilo que podemos esperar em relação ao futuro. Dividida em três grandes partes - A era da Catástrofe; A era de Ouro : A Derrocada -, A Era dos Extremos constitui um balanço da época que decorreu entre o início da Primeira Guerra Mundial e a Queda do Muro de Berlim, que balizam este «século breve». Escrito do ponto de vista de quem acredita nas potencialidades da razão e da ciência, este ensaio de grande fôlego constitui uma análise incisiva e multifacetada de questões tão amplas e profundas como a Guerra Fria, o Terceiro Mundo, as vicissitudes da economia, a falência das ideologias, a crise das artes, entre outros temas de capital interesse. A obra culmina com uma antevisão do século XXI, baseada numa argum…

HENRY MILLER - TRÓPICO DE CÂNCER

HENRY MILLER - TRÓPICO DE CÂNCER
TROPIC OF CANCER


Em 1935, Trópico de Câncer é acolhido com tibieza. Trata-se de um romance autobiográfico passado na Paris dos anos trinta. A cidade está enxameada de personalidades da arte e da literatura vindas de toda  a parte. É a narração da vida do americano Henry, dos amigos e das personagens que encontra, da sua contínua procura de um trabalho e de um quarto para dormir. O protagonista passa os seus dias entre as aulas que consegue arranjar numa escola francesa, a actividade de corrector de provas, as bebedeiras com os amigos e as idas aos bordéis. O livro é reiteradamente acusado de ser um romance "obsceno" devido à linguagem utilizada e às situações descritas. Na verdade, trata-se de uma sequência de aventuras existenciais, amorosas e sexuais que ocorrem nos bairros pobres de Paris. O protagonista enfrenta a fome e resigna-se às dificuldades da existência, mas acredita em si mesmo e no valor da vida. Miller exalta a plenitude da exis…

MARGUERITE DURAS - OLHOS AZUIS, CABELO PRETO

MARGUERITE DURAS - OLHOS AZUIS, CABELO PRETO
LES YEUX BLEUS, CHEVEUX NOIRS

Em pleno Verão, uma mulher alta e esbelta espera no vestíbulo de um hotel de praia. Dirige-se a ela um estrangeiro de olhos azuis e cabelo negro. Produz-se um encontro alegre e temeroso entre os dois. Entretanto, um homem veste um fato demasiado caro observa a cena de fora, pela janela. Atraído pela beleza do estrangeiro, o homem elegante não repara no rosto nem na figura da mulher. Mais tarde, ao encontrar-se com ela num café, a mulher já está só, mas o homem elegante ignora que é a jovem que estava com o estrangeiro. A partir desta cena de desamor, fascínio e equívoco, Marguerite Duras constrói uma poética história de ausências, dor e falta de comunicação. A mulher alta, esbelta e já solitária continua próxima do homem elegante: ambos sofrem quando o estrangeiro se vai embora e ambos procuram consolar-se, mas a comunicação entre ambos não pode ser completa.     
público - agosto de 2002

ROBERTO BOLAÑO - 2666

ROBERTO BOLAÑO - 2666


O que liga quatro germanistas europeus (unidos pela paixão física e intelectual em torno da obra de Benno von Archimboldi) ao repórter afro-americano Oscar Fate, que viaja até ao México para fazer a cobertura de um combate de boxe? O que liga este último a Amalfítano, um professor de Filosofia, melancólico e meio louco, que se instala com a filha, Rosa, na cidade fronteiriça de Santa Teresa? O que liga o forasteiro chileno à série de homicídios de contornos macabros que vitimam centenas de mulheres no deserto de Sonora? E o que liga Benno von Archimboldi, o secreto e misterioso escritor alemão do pós-guerra, a essas mulheres barbaramente violadas e assassinadas?
2666. Para se ler sem rede - como num sonho em que percorremos um caminho que nos poderá levar a todos os lugares possíveis. 

quetzal editores - 2009
ANÚNCIO

THÉOPHILE GAUTIER - O ROMANCE DA MÚMIA

THÉOPHILE GAUTIER - O ROMANCE DA MÚMIA
LE ROMAN DE LA MOMIE


É no seu regresso da Etiópia, que o faraó se confronta com a filha do grande sacerdote, por quem se deslumbra.
Ele, que retorna coberto de glória, ele que nada mais tem a desejar do mundo, rei, quase deus, sente-se subitamente escravo daquela jovem egípcia. Mas Tahoser, prodígio da beleza e da graça, apaixona-se por um jovem de olhos negros. Também ela não hesita em despojar-se de todo o esplendor para conquistar o coração de Poeri, o exilado, o hebreu.
Esta é a improvável história de amor que um jovem lorde inglês descobre, no papiro de um túmulo inviolado, no Vale dos Reis.

Ali jaz, ainda transparecendo vida, uma jovem mulher, morta há mais de trinta séculos.
círculo de leitores - novembro de 1981



ARUNDHATI ROY - O DEUS DAS PEQUENAS COISAS

ARUNDHATI ROY - O DEUS DAS PEQUENAS COISAS
THE GOD OF SMALL THINGS

O Deus das Pequenas Coisas, primeiro romance de ARUNDHATI ROY, decorre durante os anos 60 na região de Kerala, no sul da Índia. A história começa com o funeral da menina inglesa Sophie Moll, prima dos protagonistas, os gémeos Rahel e Estha. Este acontecimento trágico serve de ponto de partida para uma narrativa onde ARUNDHATI ROY nos apresenta uma apaixonante saga familiar, que decorre numa época conturbada na qual tudo pode modificar-se, num tempo e num país cujas essências parecem eternas. Um romance com uma escrita sensual, um estilo e um vislumbre do interior da natureza humana. A história política da Índia, com os seus tabus sociais que se fundem com o relato mágico acerca das grandezas e misérias da natureza humana. Um festim literário admiravelmente concebido e magistralmente narrado.

"as pessoas habituaram-se a vê-la na estrada. Um homem bem vestido caminhando calado. A sua face tornou-se tisnada. Áspera. Enr…

DIETRICH SCHWANITZ - CULTURA tudo o que é preciso saber

DIETRICH SCHWANITZ - CULTURA tudo o que é preciso saber
BILDUNG. ALLES, WAS MAN WISSEN MUSS

É um livro para aqueles que querem ter uma relação viva com a sua cultura. O conhecimento viu-se muitas vezes espartilhado por fórmulas e barreiras, e afastou-se do seu trabalho mais útil, que é enriquecer as nossas vidas e ajudar a conhecermo-nos melhor.
Como é que surgiram a sociedade moderna, o estado, a ciência, a democracia ou a administração? Que disse Heidegger que não soubéssemos já? Por que é que Dom Quixote, Hamlet, Fausto, Robinson, Falstaff ou o Dr. Jekyll e Mr.Hyde são figuras tão conhecidas? Onde estava o inconsciente de Freud?
Este livro aborda os episódios remotos e centrais do Antigo e Novo Testamento; a emergência dos Estados e a epopeia da modernização, as revoluções e a democracia; a evolução da Literatura, a Arte e a Música através das suas grandes obras; o desenvolvimento da Ciência e da Filosofia, o campo de batalha das ideologias, cosmogonias e teorias, mas também a educaçã…

Um ano

ARNOLD HAUSER - HISTÓRIA SOCIAL DA ARTE E DA LITERATURA

"Uma obra marcante, cuja riqueza quantitativa e qualitativa pode ser apenas sugerida em uma resenha. O contexto temporal é extraordinariamente amplo... O valor da obra consiste principalmente no fato de que Hauser, fundamentando em um conhecimento preciso de fontes e literatura especializada, reúne resultados excepcionalmente claros da sociologia da arte, da música e da literatura. Com isso, ao lado de uma riqueza de investigação sociológica não específica, são avaliadas as importantes escolas da sociologia burguesa europeia e americana, de Taine, Max Weber, Dilthey, Troeltseh, Simmel, Sombart, Veblen até Karl Mannheim, Levin Schueking e outros críticos. Hauser, além desses pesquisadores burgueses, examina também Marx, Engels, Mehring, Kautsky, Lenin e Georg Lukács e une as descobertas destes às suas próprias observações, dando mostras, assim, de sua imparcialidade. ... Deve-se desejar que sociólogos, assim como historiadores de todas as tendências, estudem cuidadosamente este livr…

SIMONE DE BEAUVOIR - O SANGUE DOS OUTROS

" Contar as vidas humanas, comparar o peso de uma lágrima com o peso de uma gota de sangue, era uma tarefa impossível, mas ele já não tinha que fazer contas, e toda a moeda era boa, mesmo essa: o sangue dos outros. O preço nunca seria caro de mais."
Com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, O Sangue dos Outros narra-nos a história de amor entre Hélène e Jean. No entanto, a frase de Dostoievski que inuagura o romance, "Todos somos responsáveis por tudo perante todos", já nos anuncia aquele que será o eixo temático da narração: a responsabilidade do indivíduo na sociedade em que vive, as implicações do compromisso ideológico, o preço a pagar pela liberdade, o papel dos líderes políticos... Todas estas linhas temáticas têm como pano de fundo as questões filosóficas colocadas pelo movimento existencialista, do qual Simone de Beauvoir, com Jean-Paul Sartre e Albert Camus, foi uma das impulsionadoras. Embora este romance, assim como outros da autora, suporte uma carg…

PAUL WATZLAWICK - A REALIDADE É REAL?

HOW REAL IS REAL?

A confusão que existe entre comunicação e realidade é relativamente nova. As diferentes visões do mundo que resultam da comunicação, apenas se tornaram uma área independente de investigação em décadas recentes. Um dos autores que nela tem trabalhado é Paul Watzlawick que neste livro apresenta, numa série de exemplos desconcertantes, algumas das suas descobertas.

relógio d'agua 

Ligações :
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Watzlawick
http://www.wanterfall.com/Communication-Watzlawick's-Axioms.htm

A ERA DOS EXTREMOS - ERIC HOBSBAWM

A ERA DOS EXTREMOS - ERIC HOBSBAWM
THE AGE OF EXTREMES - THE SHORT TWENTIETH CENTURY : 1914 - 1991


Este livro, largamente baseado na experiência pessoal e na observação de um dos maiores historiadores da actualidade, é de incontornável importância para a compreensão do século XX e daquilo que podemos esperar em relação ao futuro. Dividida em três grandes partes - A era da Catástrofe; A era de Ouro : A Derrocada -, A Era dos Extremos constitui um balanço da época que decorreu entre o início da Primeira Guerra Mundial e a Queda do Muro de Berlim, que balizam este «século breve». Escrito do ponto de vista de quem acredita nas potencialidades da razão e da ciência, este ensaio de grande fôlego constitui uma análise incisiva e multifacetada de questões tão amplas e profundas como a Guerra Fria, o Terceiro Mundo, as vicissitudes da economia, a falência das ideologias, a crise das artes, entre outros temas de capital interesse. A obra culmina com uma antevisão do século XXI, baseada numa argum…

HENRY MILLER - TRÓPICO DE CÂNCER

HENRY MILLER - TRÓPICO DE CÂNCER
TROPIC OF CANCER


Em 1935, Trópico de Câncer é acolhido com tibieza. Trata-se de um romance autobiográfico passado na Paris dos anos trinta. A cidade está enxameada de personalidades da arte e da literatura vindas de toda  a parte. É a narração da vida do americano Henry, dos amigos e das personagens que encontra, da sua contínua procura de um trabalho e de um quarto para dormir. O protagonista passa os seus dias entre as aulas que consegue arranjar numa escola francesa, a actividade de corrector de provas, as bebedeiras com os amigos e as idas aos bordéis. O livro é reiteradamente acusado de ser um romance "obsceno" devido à linguagem utilizada e às situações descritas. Na verdade, trata-se de uma sequência de aventuras existenciais, amorosas e sexuais que ocorrem nos bairros pobres de Paris. O protagonista enfrenta a fome e resigna-se às dificuldades da existência, mas acredita em si mesmo e no valor da vida. Miller exalta a plenitude da exis…

trinta dias

SINCLAIR LEWIS - BABBITT

ARNOLD HAUSER - HISTÓRIA SOCIAL DA ARTE E DA LITERATURA

PATRICK WHITE - A ÁRVORE DO HOMEM

PAUL WATZLAWICK - A REALIDADE É REAL?