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ANDRÉ MALRAUX - OS CONQUISTADORES

LES CONQUÉRANTS

1925: a revolução chinesa desenvolve-se. Garine e Borodine, obcecados pela Ásia e pelo seu destino, acabam por pôr em prática uma parte da obra que os antigos imperadores só haviam sonhado. As suas energias defrontam-se, reforçam-se, conseguem enfim galvanizar uma massa amorfa, quebrar o domínio antigo da Europa. Rodeados de espiões, capazes de utilizar simultaneamente o terror e a argúcia, eles modelam, sem piedade e sem escrúpulos, a argila de que se faz a revolução. São os novos conquistadores.



"A greve geral foi decretada em Cantão". Esta frase lacónica, que serve de intróito a Os Conquistadores, revela de imediato o tom essencial da prosa ficcional de Malraux, Este celebrizar-se-á, com efeito, como uma das grandes figuras de um novo tipo de literatura, muito atenta aos dramas e às paixões que dilaceram o mundo contemporâneo. Quando o livro foi publicado em 1928, as pessoas por conseguinte interrogaram-se. Tratar-se-ia de um romance? De uma reportagem? De um documento histórico? Na verdade era tudo isso, ao mesmo tempo, mas era sobretudo um dos livros que, bem cedo, colocaram Malraux entre os maiores escritores da literatura do século XX.



   livros do brasil 1ª edição, novembro de 2003 

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