SALMAN RUSHDIE - GRIMUS

SALMAN RUSHDIE - GRIMUS

Depois de beber um elixir que lhe confere a imortalidade, o jovem índio Águia Esvoaçante passa setecentos anos a navegar pelos mares com a bênção, e em última análise a maldição, da vida eterna. por fim, a sensação de monotonia começa a crescer dentro dele, e acaba por rumar à montanhosa ilha de Calf. Aqui, Águia Esvoaçante conhece outros imortais obcecados com a sua própria estagnação e decide subir ao pico da ilha, de onde emana o misterioso e corrosivo efeito Grimus. Após uma série de encontros e desafios, Águia Esvoaçante descobre-se na presença do criador da ilha e desvenda os mistérios da sua própria humanidade.

publicações dom quixote - 1ª edição junho de 2009
        

MÚSICA & SCHUBERT - Music for piano duet - Christoph Eschenbach, Justus Frantz

FRANZ SCHUBERT (1797 - 1828) - Music for piano duet - Christoph Eschenbach and Justus Frantz

4 CD BOX

CD1
4 Landler D 814
Fantasie in F minor D 940
Lebenssturme in A minor D 947
Divertissement à la Française, D 823

CD2
Divertissement à la Hongroise, in G minor D 818
Grand Duo in C major D 812

CD3
Six grandes Marches et trios, D 819
Trois Marches Militaires, D 733
Deutscher Tanz in G minor D 618
Zwei Landler in E major D 618

CD4
Grande Marche Funébre in C minor D 859
Grande Marche Héroique in A minor D 885
Kindermarsch, in G minor D 928
Deux Marches Caractéristiques, D 886/968b
Trois Marches Héroiques, D 602
Grand Rondeau in A major, D 951


recording Abbey Road Studios,
London 1978/79



MATTHEW QUIRK - OS 500

MATTHEW QUIRK - OS 500
THE 500

Depois de renunciar aos maus hábitos do passado, o jovem Mike Ford tem de estar agora à altura de dois grandes desafios: primeiro, conseguir dinheiro para saldar as dívidas herdadas da falecida mãe e para pagar o curso de Direito em Harvard; segundo, construir a vida digna que nunca teve.
É com o prestigiado professor Henry Davies - que trabalhou com os presidentes Johnson e Nixon e dirige a mais importante consultora financeira americana - que Mike é, aparentemente, salvo. Convidado a integrar a consultora, Mike passa a fazer parte da nata da alta-finança, e tem à sua disposição não só um salário milionário, mas também a expectativa de um romance com a sua parceira de trabalho, Annie. Só não esperava que, para ser bem-sucedido a conquistar influência junto dos 500 homens e mulheres que dominam os mercados mundiais, lhe fosse exigido que fomentasse alianças com criminosos de guerra ou manipulasse congressistas, que recorresse à chantagem, à mentira, à vigarice... ao seu passado.
Colocado entre a espada e a parede, Mike ou enfrenta as consequências sórdidas inerentes ao trabalho, ou arrisca a vida às mãos dos próprios colegas, se tem a pretensão de desistir. Mas há uma alternativa: ser melhor nas artes do engano do que a sua própria empresa e conseguir denunciá-la publicamente depois de a desmantelar por dentro.


porto editora - 1ª edição, junho de 2014

ISABEL ALLENDE - A CIDADE DOS DEUSES SELVAGENS

ISABEL ALLENDE - A CIDADE DOS DEUSES SELVAGENS
LA CIUDAD DE LAS BESTIAS

Ao adoecer a sua mãe, o jovem Alexander Cold parte com a extravagante avó Kate, numa expedição da National Geographic à selva amazónica, em busca de um estranho animal que muito pouca gente viu e que os indígenas chamam de «a besta». Outros membros da expedição, dirigida por um petulante antropólogo, são dois fotógrafos norte-americanos, uma bela médica, um guia venezuelano e a sua filha de nove anos, com quem Alexander trava uma amizade especial. Entre as missões da expedição está também a de vacinar os escorregadios índios, conhecidos como «o povo do nevoeiro». Uma história emocionante e comovente que pretende da primeira à última página e que alerta para os problemas ecológicos e para o drama terrível da extinção das tribos índias da região do Amazonas, como consequência directa da exploração desenfreada e irresponsável praticada pelos brancos, esta é uma viagem repleta de perigos, maravilhosas experiências e espectaculares surpresas.

difel - outubro de 2002


ÁLVARO GUERRA - RAZÕES DE CORAÇÃO

ÁLVARO GUERRA - RAZÕES DE CORAÇÃO

Razões de Coração está centrada na chamada Guerra Peninsular, quando, na primeira década do século XIX, a França invadiu Espanha e Portugal. O seu subtítulo define o momento e o cenário: "Romance de paixões acontecidas em Mafra ocupada pelos franceses no ano de 1808".
Embora esta obra tenha sido publicada em 1991, a ideia de escrever o romance nasce em 1970, quando Guerra visita um amigo seu que lhe mostra uma pequena jóia da sua biblioteca parisiense. Trata-se do diário manuscrito de um religioso, Frei Pedro Taveira, que, sendo monge do Convento de Mafra, abandonou o claustro quando se aproximavam as tropas invasoras e se instalou em Ribamar, a duas léguas do convento. Ali escreveu, nas margens de um calendário litúrgico, o que acontecia nesse recanto do mundo. Partindo desta pedra basilar, Guerra efectuou uma detalhada investigação sobre o conflito e os costumes da época, incluindo trajes e alimentação.
O rico elenco de personagens inclui alguns que, tal como frei Pedro Taveira, têm a sua raiz numa pessoa real que é depois modelada pela imaginação do autor. Outros são directamente fruto da sua criatividade. Entre eles destacam-se duas famílias. A de António Meneses de Almeida, fidalgo sereno e céptico casado com Beatriz Albuquerque de Sampaio, dama nacionalista de apaixonado patriotismo. Os mais velho, Carlos, milita no partido francês; o segundo, José, é comandante dos guerrilheiros que se insurgem contra os invasores; o mais novo, Pedro, é o capitão da Cavalaria Real. A segunda família é muito diferente. Trata-se de dois irmãos rústicos, Manoel e Mariana da Silveira Maldonado; o primeiro é um pusilâmine que pretende dominar sua irmã - tal como a França com a Península Ibérica  -, e a segunda uma iludida a quem a realidade cobrará um elevado preço.
Em torno destes gira uma trintena de figuras que compõem o complexo mosaico das relações sociais e humanas numa região no meio de um conflito histórico.


     público - maio de 2002

"As suas razões de coração tiveram contra a mesquinhez dos que se deixam ir na crista das vagas do destino e não aturam a desmesura dos sonhos, se eles não acertam pelo passo do rebanho. Não era o deles este tempo, nem espaço."

DAVID S. LANDES - A RIQUEZA E A POBREZA DAS NAÇÕES

DAVID S. LANDES - A RIQUEZA E A POBREZA DAS NAÇÕES
THE WEALTH AND POVERTY OF NATIONS

Nesta obra, David S. Landes investiga uma das mais controversas e debatidas questões do nosso tempo: por que razão determinadas nações alcançam o sucesso económico enquanto outras permanecem afundadas na pobreza? A resposta, como Landes demonstra de um modo magnificamente documentado, reside numa complexa interacção de factores culturais e circunstâncias históricas. rica de exemplos concretos e marcada por uma erudição e profundidade analítica verdadeiramente espantosas, A Riqueza e a Pobreza das Nações constitui uma das mais ambiciosas obras de história das últimas décadas.
Esta edição inclui um novo epílogo, no qual o autor examina a crise asiática e a tensão mundial entre o excesso de confiança e a realidade dos factos. 

gradiva - 6ª edição junho de 2002.


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SIMON SCHAMA - O FUTURO DA AMÉRICA

SIMON SCHAMA - O FUTURO DA AMÉRICA
THE AMERICAN FUTURE

A história dos EUA dos fundadores a Barack Obama.

Em Novembro de 2008, os Estados Unidos da América elegeram um novo presidente. Mas o colapso de vinte anos de conservadorismo republicano significa que o país já está a conduzir uma auto-avaliação intensiva à trajectória da sua história; como caiu em numerosas crises e como uma América que começou como "a última esperança da Humanidade" acabou por ser desacreditada e difamada por quase todo o mundo. 
O FUTURO DA AMÉRICA, escrito por um autor que passou metade da sua vida nos EUA, descreve como, a longo prazo, o país chegou a este angustiante momento de verdade sobre a sua identidade como nação e sobre o seu lugar no mundo. Schama traça a história por trás da crise actual descrevendo a história do excepcionalismo americano - a "diferença americana" que tanto significa para o seu povo mas que o guiou tanto para a calamidade como para o triunfo.O FUTURO DA AMÉRICA argumenta que, se quisermos mesmo saber o que está em jogo, temos de absorver e compreender a história da América - pois compreender é essencial para ter esperança.

civilização editora - fevereiro de 2010


MÚSICA & GARBAGE - GARBAGE

MÚSICA & GARBAGE - GARBAGE

CD, composto por doze excelentes temas:


SUPERVIXEN...3:55
QUEER...4:36
ONLY HAPPY WHEN IT RAINS...3:56
AS HEAVEN IS WIDE...4:44
NOT MY IDEA...3:41
A STROKE OF LUCK...4:44
VOW...4:30
STUPID GIRL...4:18
DOG NEW TRICKS...3:56
MY LOVER'S BOX...3:55
FIX ME NOW...4:43
MILK...3:53

... de 1995.































ORSON WELLES - O QUARTO MANDAMENTO

ORSON WELLES - O QUARTO MANDAMENTO

" O cinema é o mais bonito comboio eléctrico que um adulto pode oferecer a si próprio"
Orson Welles

Para muitos, O QUARTO MANDAMENTO consegue o efeito impensável de ultrapassar em qualidade o famoso O Mundo a Seus Pés. Os amores adiados, repudiados e não-retribuídos tornam-se ainda mais interessantes com os diálogos sobrepostos e ângulos de câmara do grande Welles.
A produção deste filme fazia parte do contrato que Welles tinha estabelecido com a RKO Pictures em 1940, em que lhe era permitida total liberdade criativa, muito embora com contenção orçamental. O contrato contemplava dois filmes, o primeiro tinha já estreado sob polémica, pela fúria de Randolph Hearst.
Este filme é ainda um soberbo retrato da América do século XIX em que as paixões reprimidas e a civilidade são a mera máscara de desejos ferventes e obscenos. Foi claramente um projecto muito mais pessoal do que Citizen Kane, que confirma a genialidade criativa de Orson Welles. 

. Interpretação - Joseph Cotten, Dolores Costello, Anne Baxter, Agnes Moorehead, Ray Collins, Richard Bennett
. Realização - Orson Welles
. Argumento - Orson Welles
Segundo o romance de Booth Tarkington
. Produção - Orson Welles
. Fotografia - Stanley Cortez, Russell Metty, Harry J.Wild
. Música - Bernard Herrmann     



WOLFGANG HILDESHEIMER - AS AVES DO PARAÍSO TAMBÉM SÃO FALSAS

WOLFGANG HILDESHEIMER - AS AVES DO PARAÍSO TAMBÉM SÃO FALSAS
PARADIES DER FALSCHEN VOGEL

Sátira fina e inteligente, simboliza o que de cómico e rocambolesco, de  inesperado e absurdo pode acontecer aos homens, independentemente da atitude, falsa ou honesta, que eles assumem na vida.
Senhor de uma prosa seca, semeada de graças, feita com aquela leveza que não faz pensar ao leitor no trabalho e no cuidado que lhe custou, Hildesheimer torna-se indispensável para todos os que entendem a literatura como uma arte que deve, ao mesmo tempo, recrear e enriquecer quem dela se utiliza.

difusão cultural - junho de 1992


ALBERTO MORAVIA - OS INDIFERENTES

ALBERTO MORAVIA - OS INDIFERENTES
GLI INDIFFERENTI

Quando foi publicada, em 1929, a obra Os Indiferentes pareceu sancionar sem meios termos o renascer do romance realista em Itália. Extraordinária estreia de um dos mais prolíficos escritores do sec.XX, o livro revestiu-se, na realidade, de uma importância muito superior à de ter inaugurado e marcado uma tendência: com efeito, a sua prosa apresenta-se, de imediato, não só como radicalmente alheia à inveterada tradição italiana da "bella pagina" e da "prosa d'arte", como também profundamente intolerante a qualquer forma de efusão lírica ou de complacência intimista.
Circunscrita a quarenta e oito horas e articulada em secos fragmentos, com um ritmo batente e um serrado diálogo de clara índole dramatúrgica, a história consegue representar nos comportamentos de cinco personagens, e nas relações que entre eles se estabelecem, os mecanismos de prepotência e de falsa consciência, por um lado, de abulia e de mortífera insatisfação, por outro, que caracterizavam os rituais sociais e o conteúdo "antropológico" da média burguesia urbana durante o regime fascista: a classe a que Moravia pertencia e que todavia considerava totalmente incapaz de «inspirar, já não digo, admiração mas nem mesmo a mais remota simpatia».
Inaptos para a tragédia devido à sua demasiada superficialidade, incapazes e indolentes, e terrivelmente desajeitados, cada vez que tentam agir, Michele e Carla, tal como Mariagrazia e Lisa, são definitivamente desditosas folhas ao vento, totalmente no poder do "homem forte", aquele Leo Merumeci que é o autêntico herói negativo do romance, mas que das suas características inferiores consegue fazer brotar uma fonte quase inesgotável de vitalidade e de energia.
É a condenação sem recurso de todo um mundo e de toda uma história, um romance amargo e simultaneamente redentor, que do fundo de uma catástrofe incapaz de explodir consegue recuperar o sentido pleno de uma sofrida e imaculada identidade moral.

público - abril 2003 

                 

PEDRO BANOS - OS DONOS DO MUNDO