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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2017

NASSIM NICHOLAS TALEB - O CISNE NEGRO

NASSIM NICHOLAS TALEB - O CISNE NEGRO
O IMPACTO DO ALTAMENTE IMPROVÁVEL


Um Cisne Negro é um acontecimento altamente improvável que reúne três características principais: é imprevisível; produz um enorme impacto; e, após a sua ocorrência, é arquitectada uma explicação que o faz parecer menos aleatório e mais previsível do que aquilo que é na realidade. O incrível êxito do YouTube é um Cisne Negro, assim como o 11 de Setembro.
Por que razão não temos consciência do fenómeno dos cisnes negros antes da sua ocorrência? Parte da resposta, segundo Taleb, reside no facto de os seres humanos estarem absolutamente programados para aprender coisas específicas quando, pelo contrário, deveriam concentrar-se em generalidades. Somos, portanto, incapazes de avaliar verdadeiramente as oportunidades, demasiado vulneráveis ao impulso de simplificar, marrar e classificar, para além de não sermos suficientemente abertos para recompensarmos aqueles que conseguem imaginar o «impossível».
Elegante, surpreendent…

BRYAN WARD-PERKINS - A QUEDA DE ROMA E O FIM DA CIVILIZAÇÃO

BRYAN WARD-PERKINS - A QUEDA DE ROMA E O FIM DA CIVILIZAÇÃO
THE FALL OF ROME AND THE END OF CIVILIZATION


Atrozes invasões bárbaras durante o século V destruíram o todo-poderoso império romano e a sua civilização com séculos de existência, seguindo-se uma «idade das trevas» para os povos do Ocidente. Será que afinal não foi isso que aconteceu A opinião dominante hoje em dia é que a «queda de Roma» foi uma transição largamente pacífica para o domínio germânico, no âmbito de um período de transformação cultural positiva.
Este livro encoraja todos os leitores a repensar esta questão ao recordar o drama e a violência dos últimos dias do mundo romano e ao realçar as dificuldades muito reais que os povos do império enfrentaram quando tiveram de se adaptar ao domínio germânico. Explorando uma variedade de fontes contemporâneas e testemunhos arqueológicos, analisa quer as razões para a desintegração do mundo romano quer as consequências da derrota para a vida dos vulgares romanos, numa sociedade …

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ARNOLD HAUSER - HISTÓRIA SOCIAL DA ARTE E DA LITERATURA

"Uma obra marcante, cuja riqueza quantitativa e qualitativa pode ser apenas sugerida em uma resenha. O contexto temporal é extraordinariamente amplo... O valor da obra consiste principalmente no fato de que Hauser, fundamentando em um conhecimento preciso de fontes e literatura especializada, reúne resultados excepcionalmente claros da sociologia da arte, da música e da literatura. Com isso, ao lado de uma riqueza de investigação sociológica não específica, são avaliadas as importantes escolas da sociologia burguesa europeia e americana, de Taine, Max Weber, Dilthey, Troeltseh, Simmel, Sombart, Veblen até Karl Mannheim, Levin Schueking e outros críticos. Hauser, além desses pesquisadores burgueses, examina também Marx, Engels, Mehring, Kautsky, Lenin e Georg Lukács e une as descobertas destes às suas próprias observações, dando mostras, assim, de sua imparcialidade. ... Deve-se desejar que sociólogos, assim como historiadores de todas as tendências, estudem cuidadosamente este livr…

SIMONE DE BEAUVOIR - O SANGUE DOS OUTROS

" Contar as vidas humanas, comparar o peso de uma lágrima com o peso de uma gota de sangue, era uma tarefa impossível, mas ele já não tinha que fazer contas, e toda a moeda era boa, mesmo essa: o sangue dos outros. O preço nunca seria caro de mais."
Com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, O Sangue dos Outros narra-nos a história de amor entre Hélène e Jean. No entanto, a frase de Dostoievski que inuagura o romance, "Todos somos responsáveis por tudo perante todos", já nos anuncia aquele que será o eixo temático da narração: a responsabilidade do indivíduo na sociedade em que vive, as implicações do compromisso ideológico, o preço a pagar pela liberdade, o papel dos líderes políticos... Todas estas linhas temáticas têm como pano de fundo as questões filosóficas colocadas pelo movimento existencialista, do qual Simone de Beauvoir, com Jean-Paul Sartre e Albert Camus, foi uma das impulsionadoras. Embora este romance, assim como outros da autora, suporte uma carg…

PAUL WATZLAWICK - A REALIDADE É REAL?

HOW REAL IS REAL?

A confusão que existe entre comunicação e realidade é relativamente nova. As diferentes visões do mundo que resultam da comunicação, apenas se tornaram uma área independente de investigação em décadas recentes. Um dos autores que nela tem trabalhado é Paul Watzlawick que neste livro apresenta, numa série de exemplos desconcertantes, algumas das suas descobertas.

relógio d'agua 

Ligações :
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Watzlawick
http://www.wanterfall.com/Communication-Watzlawick's-Axioms.htm

FRANZ KAFKA - CONTOS

FRANZ KAFKA - CONTOS

Prólogo e selecção de Jorge Luis Borges
Contos - O abutre - Um artista da fome - Primeira mágoa - Um cruzamento - O escudo da cidade - Prometeu - Um incidente trivial - Chacais e árabes - Onze filhos - Relação para uma Academia - A construção da muralha da China

Do Prólogo de Jorge Luis Borges
« A elaboração, em Kafka, é menos admirável que a invocação. Homens, há apenas um na sua obra: o homo domesticus - bem judeu e bem alemão -, sequioso de um lugar, mesmo que o mais humilde, numa qualquer Ordem; num universo, num ministério, num asilo de loucos, na prisão. O argumento e o ambiente são o essencial; não as evoluções da fábula nem a penetração psicológica. Daí a primazia dos seus contos sobre os seus romances; daí o direito a afirmar que esta antologia de contos nos dá integralmente a medida de tão singular escritor.»     

relógio d'água editores - dezembro de 2005

SINCLAIR LEWIS - BABBITT

SINCLAIR LEWIS - BABBITT

O romance que definiu a vida urbana das sociedades modernas tal como a América a exportou para o mundo. Na altura da sua publilcação, «Babbitt» foi considerado um romance atroz, sem enredo, em que o autor se especializava em criar personagens desagradáveis. Na realidade, o prémio Nobel Sinclair Lewis antecipava o desligamento social da vida nas grandes cidades, a perda de valores, a incapacidade da comunicação, o viver para a imagem e não para a essência.
A vida de George F. Babbitt (apelido que passou a fazer parte do vocabulário dicionarizado do inglês norte-americano) é traçada em pequenos quadros, episódios e anedotas que formam um todo coerente na sua incoerência: dois anos de uma vida. Babbitt é o vendedor imobiliário cuja grande preocupação, «deixar uma boa impressão», é o lema da sua vida. Babbitt não é fiel aos seus valores e ideais, é sim fiel aos dos que o rodeiam.
e-primatur - 1ª edição, fevereiro de 2018 
http://www.e-primatur.com/home

Sobre o Autor:
Sinc…