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A mostrar mensagens de Setembro, 2016

ANTONIO TABUCCHI - AFIRMA PEREIRA

ANTONIO TABUCCHI - AFIRMA PEREIRA
SOSTIENE PEREIRA

A vida do senhor Pereira decorria sem contratempos de maior. Trabalhava na página cultural de um diário de Lisboa, comia omeleta de queijo, tinha o vício de beber limonada, falava com a fotografia da sua falecida esposa, visitava ocasionalmente o padre António. E pensava na morte. Pereira vivia no Portugal de Salazar, não tendo o governo nada a ver com ele, nem ele com o governo. Pereira gostava mais do passado: os obituários, a literatura antiga, os escritores já mortos. Por afinidades literárias, Pereira entra em contacto com Monteiro Rossi, um jovem que o ajuda profissionalmente e que lhe mostrará outros aspectos da vida, entre os quais Marta, a sua noiva. Entre os três nasce uma relação intensa, que marcará a vida de Pereira.
Com uma hábil utilização da palavra e através das alusões políticas ao governo Salazarista, Tabucchi expõe um passado recente. Fá-lo por meio de pereira, um cordial, a quem o leitor se afeiçoa quase sem dar con…

JOSHUA COOPER RAMO - A ERA DO IMPREVISÍVEL

A ERA DO IMPREVISÍVEL - JOSHUA COOPER RAMO
THE AGE OF THE UNTHINKABLE

Apenas alguns anos depois de termos entrado no novo século, atingimos um momento de perigo que, ainda há pouco, teria parecido inimaginável. Tudo o que nos rodeia, as ideias e instituições em que confiávamos para a nossa protecção e segurança estão a falhar - e as melhores ideias dos nossos líderes parecem piorar ainda mais os nossos problemas, e não resolvê-los. Uma guerra global contra o terrorismo produz, no final, terroristas mais perigosos. A luta para deter a crise financeira parece acelerar a sua chegada. Felizmente, há esperança. O autor propõe um novo modelo revolucionário para pensarmos este mundo do impensável, e prosperarmos nele. Ramo explica precisamente porque é que a nossa actual forma de pensar, e as políticas dela resultantes, tem o efeito contrário ao pretendido. recorrendo à história, à economia, à teoria da complexidade, à psicologia, à imunologia humana e à ciência das redes, Ramo descreve um pan…

ARUNDHATI ROY - O DEUS DAS PEQUENAS COISAS

ARUNDHATI ROY - O DEUS DAS PEQUENAS COISAS
THE GOD OF SMALL THINGS

O Deus das Pequenas Coisas, primeiro romance de ARUNDHATI ROY, decorre durante os anos 60 na região de Kerala, no sul da Índia. A história começa com o funeral da menina inglesa Sophie Moll, prima dos protagonistas, os gémeos Rahel e Estha. Este acontecimento trágico serve de ponto de partida para uma narrativa onde ARUNDHATI ROY nos apresenta uma apaixonante saga familiar, que decorre numa época conturbada na qual tudo pode modificar-se, num tempo e num país cujas essências parecem eternas. Um romance com uma escrita sensual, um estilo e um vislumbre do interior da natureza humana. A história política da Índia, com os seus tabus sociais que se fundem com o relato mágico acerca das grandezas e misérias da natureza humana. Um festim literário admiravelmente concebido e magistralmente narrado.

"as pessoas habituaram-se a vê-la na estrada. Um homem bem vestido caminhando calado. A sua face tornou-se tisnada. Áspera. Enr…

JAMES CANTON - SABE O QUE VEM AÍ?

JAMES CANTON - SABE O QUE VEM AÍ?
THE EXTREME FUTURE

As principais tendências que redesenharão o mundo
- Como irão as alterações climáticas remodelar o planeta? - Como irão as oscilações demográficas transformar a força laboral? - Como irão as tendências de inovação externa gerar riqueza pessoal e vantagem competitiva? - Como irão as surpreendentes evoluções da medicina mudar radicalmente a vida das pessoas?   - Como irão as perigosas tendências terroristas ameaçar os indivíduos e a sociedade? - Como irão as potências emergentes determinar uma nova luta pelo poder global?
O mundo continua a mudar a um ritmo extremamente rápido em todas as áreas. Assiste-se à emergência de uma era completamente nova, que redefinirá riscos e oportunidades para o século XXI. Prepare-se para a mudança global, complexa, fantástica e radical que transformará indivíduos, sociedades, mercados, consumidores e negócios. Prepare-se para o futuro.
O autor traça uma rota que nos conduz através destas mudanças voláteis que o…

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ARNOLD HAUSER - HISTÓRIA SOCIAL DA ARTE E DA LITERATURA

"Uma obra marcante, cuja riqueza quantitativa e qualitativa pode ser apenas sugerida em uma resenha. O contexto temporal é extraordinariamente amplo... O valor da obra consiste principalmente no fato de que Hauser, fundamentando em um conhecimento preciso de fontes e literatura especializada, reúne resultados excepcionalmente claros da sociologia da arte, da música e da literatura. Com isso, ao lado de uma riqueza de investigação sociológica não específica, são avaliadas as importantes escolas da sociologia burguesa europeia e americana, de Taine, Max Weber, Dilthey, Troeltseh, Simmel, Sombart, Veblen até Karl Mannheim, Levin Schueking e outros críticos. Hauser, além desses pesquisadores burgueses, examina também Marx, Engels, Mehring, Kautsky, Lenin e Georg Lukács e une as descobertas destes às suas próprias observações, dando mostras, assim, de sua imparcialidade. ... Deve-se desejar que sociólogos, assim como historiadores de todas as tendências, estudem cuidadosamente este livr…

SIMONE DE BEAUVOIR - O SANGUE DOS OUTROS

" Contar as vidas humanas, comparar o peso de uma lágrima com o peso de uma gota de sangue, era uma tarefa impossível, mas ele já não tinha que fazer contas, e toda a moeda era boa, mesmo essa: o sangue dos outros. O preço nunca seria caro de mais."
Com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, O Sangue dos Outros narra-nos a história de amor entre Hélène e Jean. No entanto, a frase de Dostoievski que inuagura o romance, "Todos somos responsáveis por tudo perante todos", já nos anuncia aquele que será o eixo temático da narração: a responsabilidade do indivíduo na sociedade em que vive, as implicações do compromisso ideológico, o preço a pagar pela liberdade, o papel dos líderes políticos... Todas estas linhas temáticas têm como pano de fundo as questões filosóficas colocadas pelo movimento existencialista, do qual Simone de Beauvoir, com Jean-Paul Sartre e Albert Camus, foi uma das impulsionadoras. Embora este romance, assim como outros da autora, suporte uma carg…

PAUL WATZLAWICK - A REALIDADE É REAL?

HOW REAL IS REAL?

A confusão que existe entre comunicação e realidade é relativamente nova. As diferentes visões do mundo que resultam da comunicação, apenas se tornaram uma área independente de investigação em décadas recentes. Um dos autores que nela tem trabalhado é Paul Watzlawick que neste livro apresenta, numa série de exemplos desconcertantes, algumas das suas descobertas.

relógio d'agua 

Ligações :
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Watzlawick
http://www.wanterfall.com/Communication-Watzlawick's-Axioms.htm

FRANZ KAFKA - CONTOS

FRANZ KAFKA - CONTOS

Prólogo e selecção de Jorge Luis Borges
Contos - O abutre - Um artista da fome - Primeira mágoa - Um cruzamento - O escudo da cidade - Prometeu - Um incidente trivial - Chacais e árabes - Onze filhos - Relação para uma Academia - A construção da muralha da China

Do Prólogo de Jorge Luis Borges
« A elaboração, em Kafka, é menos admirável que a invocação. Homens, há apenas um na sua obra: o homo domesticus - bem judeu e bem alemão -, sequioso de um lugar, mesmo que o mais humilde, numa qualquer Ordem; num universo, num ministério, num asilo de loucos, na prisão. O argumento e o ambiente são o essencial; não as evoluções da fábula nem a penetração psicológica. Daí a primazia dos seus contos sobre os seus romances; daí o direito a afirmar que esta antologia de contos nos dá integralmente a medida de tão singular escritor.»     

relógio d'água editores - dezembro de 2005

SINCLAIR LEWIS - BABBITT

SINCLAIR LEWIS - BABBITT

O romance que definiu a vida urbana das sociedades modernas tal como a América a exportou para o mundo. Na altura da sua publilcação, «Babbitt» foi considerado um romance atroz, sem enredo, em que o autor se especializava em criar personagens desagradáveis. Na realidade, o prémio Nobel Sinclair Lewis antecipava o desligamento social da vida nas grandes cidades, a perda de valores, a incapacidade da comunicação, o viver para a imagem e não para a essência.
A vida de George F. Babbitt (apelido que passou a fazer parte do vocabulário dicionarizado do inglês norte-americano) é traçada em pequenos quadros, episódios e anedotas que formam um todo coerente na sua incoerência: dois anos de uma vida. Babbitt é o vendedor imobiliário cuja grande preocupação, «deixar uma boa impressão», é o lema da sua vida. Babbitt não é fiel aos seus valores e ideais, é sim fiel aos dos que o rodeiam.
e-primatur - 1ª edição, fevereiro de 2018 
http://www.e-primatur.com/home

Sobre o Autor:
Sinc…