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Mensagens

A mostrar mensagens de Janeiro, 2015

JAMES LE FANU - PORQUÊ NÓS?

o mistério da nossa existência

Porquê Nós? aborda o resultado inesperado dos dois grandes projectos científicos dos últimos vinte anos que procuraram resolver os derradeiros grandes mistérios, os obstáculos finais a uma teoria verdadeiramente abrangente que também explicaria o nosso lugar no Universo.


O primeiro é o Projecto do Genoma Humano, terminado em 2001, que prometeu revelar os segredos da herança genética. O segundo é o fenomenal avanço em imagiologia cerebral que permitiu aos neurocientistas da última década do século XX observarem o cérebro "em acção".


Estes desenvolvimentos científicos têm profundas implicações para o pensamento que prevalece desde as descobertas de Charles Darwin, de que "não passamos" do resultado de um processo evolutivo materialista e conhecido. Em vez disso, tal como demonstra James Le Fanu de uma forma lúcida e convincente, a premissa central da filosofia ocidental - existe "algo mais do que aquilo que conseguimos saber" - p…

ARMAND MATTELART - HISTÓRIA DA UTOPIA PLANETÁRIA

da cidade profética à sociedade global

« O mercado global está agora em condições de triunfar, onde os grandes impérios e as grandes religiões falharam: na fusão de todos os seres humanos com a comunidade global»; este leitmotiv alimenta os discursos das novas elites da economia mundializada que não param de proclamar que os negócios ajudam a manter a paz produzindo um mundo melhor. Daí o interesse, por forma a dissipar as ambiguidades e os falsos semblantes do discurso mundializante, de voltar à história da utopia planetária.


editorial bizâncio 1ª edição outubro 2000


BEN GOLDACRE - CIÊNCIA DA TRETA

Como sabemos se um tratamento é eficaz? Como podemos descobrir o que causa o cancro? Pode a homeopatia ser tão verdadeira - ou tão interessante - como o efeito placebo? Os jornalistas sabem, de facto, ciência? Porque procuramos explicações cientificas para problemas sociais, pessoais e políticos? Será verdadeira a base «cientifica» dos cosméticos que nos prometem milagres? Serão assim tão diferentes as medicinas alternativas e as empresas farmacêuticas ou será que todas usam os mesmos velhos truques para vender os seus produtos?

A informação cientifica sem qualquer rigor, contraditória e confusa, está em todo o lado. Mas eis que Ben Goldacare nos traz uma arma poderosa: com mestria ímpar, desmonta a obscura «ciência» que suporta alguns dos grandes testes farmacêuticos, a essência dos cosméticos milagrosos, e tantas outras maravilhas da ciência que nos são revelados todos os dias.
Mas vai mais longe, dissecando muita «treta» dá-nos as ferramentas para podermos detectar por nós mesmos, sem hesi…

CARL SAGAN - UM MUNDO INFESTADO DE DEMÓNIOS

Estaremos no limiar de uma nova era de obscurantismo e superstição? Nesta obra excitante e controversa, Carl Sagan explica-nos por que razão o pensamento científico é essencial para a salvaguarda das nossas instituições democráticas e civilização tecnológica. Ao longo destas páginas, o autor desmonta alguns dos mais populares mitos e pretensões da «pseudociência», refutando convincentemente o argumento de que a ciência destrói a espiritualidade. Enriquecido por diversas histórias de inegável valor humano, Um Mundo Infestado de Demónios é talvez a mais pessoal das obras do cientista. Entre a evocação de experiências da sua infância e o relato de grandes aventuras e descobertas do conhecimento, Sagan mostra-nos de que modo o método do pensamento científico pode ajudar-nos a eliminar os preconceitos e a atingir uma verdade tantas vezes surpreendente.


 1ª edição - setembro de 1997
gradiva

Links:
http://www.carlsagan.com/

EDUARDO PUNSET - A ALMA ESTÁ NO CÉREBRO

Emoções, ideias, medos, desejos, espiritualidade... e tantos outros aspectos da nossa vida que nos caracterizam como seres humanos derivam das complexíssimas operações do nosso cérebro. Quando nos interrogamos acerca de nós próprios, são muitas as perguntas que surgem: é a alma o resultado, tão-só, de reacções químicas e eléctricas? Este livro, que coloca as perguntas que todos nós fazemos aproxima-nos, pela mão de Eduardo Punset, das reflexões dos investigadores mais relevantes, e permite-nos penetrar, a partir de uma posição privilegiada, nesse grande segredo que é o cérebro.


publicações dom quixote - 1ª edição setembro de 2008

Blogue do autor :
http://www.eduardpunset.es/

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ - VIVER PARA CONTÁ-LA

A vida não é a que cada um viveu, mas a que recorda e como a recorda para contá-la. O romance de uma vida. Neste livro apaixonante Gabriel García Márquez oferece a memória dos seus anos de infância e juventude, nos quais se fundaria o imaginário que, com o tempo, daria lugar a alguns dos contos e romances fundamentais da literatura em língua espanhola do século XX. "Viver para Contá-la" converte-se também num guia de literatura para toda a obra do autor, um acompanhante imprescindível para iluminar passagens inesquecíveis que, depois da leitura destas memórias, adquirem uma nova perspectiva.

edição dom quixote

PAUL AUSTER - HOMEM NA ESCURIDÃO

E se a América não estivesse em guerra com o Iraque mas 
consigo própria? Nesta América, as Torres Gémeas não 
caíram e as eleições presidenciais de 2000 conduziram à 
secessão, com estado após estado a abandonar a união e 
uma sangrenta guerra civil a instalar-se. Este mundo 
paralelo é criado pela mente e coração perturbados de 
August Brill, um crítico literário vítima de insónias. Com 72 
anos, Brill está a recuperar de um acidente de viação em 
casa da filha, no Vermont e, para afastar recordações que 

UMBERTO ECO - O CEMITÉRIO DE PRAGA

Durante o século XIX, entre Turim, Palermo e Paris, encontramos uma satanista histérica, um abade que morre duas vezes, alguns cadáveres num esgoto parisiense, um garibaldino que se chamava Ippolito Nievo, desaparecido no mar nas proximidades do Stromboli, o falso bordereau de Dreyfus para a embaixada alemã, a disseminação gradual daquela falsificação conhecida como Os Protocolos dos Sábios de Sião (que inspirará a Hitler os campos de extermínio), jesuítas que tramam contra maçons, maçons, carbonários e mazzinianos que estrangulam padres com as suas próprias tripas, um Garibaldi artrítico com as pernas tortas, os planos dos serviços secretos piemonteses, franceses, prussianos e russos, os massacres numa Paris da Comuna em que se comem os ratos, golpes de punhal, horrendas e fétidas reuniões por parte de criminosos que entre os vapores do absinto planeiam explosões e revoltas de rua, barbas falsas, falsos notários, testamentos enganosos, irmandades diabólicas e missas negras. Óptimo ma…

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ARNOLD HAUSER - HISTÓRIA SOCIAL DA ARTE E DA LITERATURA

"Uma obra marcante, cuja riqueza quantitativa e qualitativa pode ser apenas sugerida em uma resenha. O contexto temporal é extraordinariamente amplo... O valor da obra consiste principalmente no fato de que Hauser, fundamentando em um conhecimento preciso de fontes e literatura especializada, reúne resultados excepcionalmente claros da sociologia da arte, da música e da literatura. Com isso, ao lado de uma riqueza de investigação sociológica não específica, são avaliadas as importantes escolas da sociologia burguesa europeia e americana, de Taine, Max Weber, Dilthey, Troeltseh, Simmel, Sombart, Veblen até Karl Mannheim, Levin Schueking e outros críticos. Hauser, além desses pesquisadores burgueses, examina também Marx, Engels, Mehring, Kautsky, Lenin e Georg Lukács e une as descobertas destes às suas próprias observações, dando mostras, assim, de sua imparcialidade. ... Deve-se desejar que sociólogos, assim como historiadores de todas as tendências, estudem cuidadosamente este livr…

SIMONE DE BEAUVOIR - O SANGUE DOS OUTROS

" Contar as vidas humanas, comparar o peso de uma lágrima com o peso de uma gota de sangue, era uma tarefa impossível, mas ele já não tinha que fazer contas, e toda a moeda era boa, mesmo essa: o sangue dos outros. O preço nunca seria caro de mais."
Com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, O Sangue dos Outros narra-nos a história de amor entre Hélène e Jean. No entanto, a frase de Dostoievski que inuagura o romance, "Todos somos responsáveis por tudo perante todos", já nos anuncia aquele que será o eixo temático da narração: a responsabilidade do indivíduo na sociedade em que vive, as implicações do compromisso ideológico, o preço a pagar pela liberdade, o papel dos líderes políticos... Todas estas linhas temáticas têm como pano de fundo as questões filosóficas colocadas pelo movimento existencialista, do qual Simone de Beauvoir, com Jean-Paul Sartre e Albert Camus, foi uma das impulsionadoras. Embora este romance, assim como outros da autora, suporte uma carg…

PAUL WATZLAWICK - A REALIDADE É REAL?

HOW REAL IS REAL?

A confusão que existe entre comunicação e realidade é relativamente nova. As diferentes visões do mundo que resultam da comunicação, apenas se tornaram uma área independente de investigação em décadas recentes. Um dos autores que nela tem trabalhado é Paul Watzlawick que neste livro apresenta, numa série de exemplos desconcertantes, algumas das suas descobertas.

relógio d'agua 

Ligações :
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Watzlawick
http://www.wanterfall.com/Communication-Watzlawick's-Axioms.htm

FRANZ KAFKA - CONTOS

FRANZ KAFKA - CONTOS

Prólogo e selecção de Jorge Luis Borges
Contos - O abutre - Um artista da fome - Primeira mágoa - Um cruzamento - O escudo da cidade - Prometeu - Um incidente trivial - Chacais e árabes - Onze filhos - Relação para uma Academia - A construção da muralha da China

Do Prólogo de Jorge Luis Borges
« A elaboração, em Kafka, é menos admirável que a invocação. Homens, há apenas um na sua obra: o homo domesticus - bem judeu e bem alemão -, sequioso de um lugar, mesmo que o mais humilde, numa qualquer Ordem; num universo, num ministério, num asilo de loucos, na prisão. O argumento e o ambiente são o essencial; não as evoluções da fábula nem a penetração psicológica. Daí a primazia dos seus contos sobre os seus romances; daí o direito a afirmar que esta antologia de contos nos dá integralmente a medida de tão singular escritor.»     

relógio d'água editores - dezembro de 2005

SINCLAIR LEWIS - BABBITT

SINCLAIR LEWIS - BABBITT

O romance que definiu a vida urbana das sociedades modernas tal como a América a exportou para o mundo. Na altura da sua publilcação, «Babbitt» foi considerado um romance atroz, sem enredo, em que o autor se especializava em criar personagens desagradáveis. Na realidade, o prémio Nobel Sinclair Lewis antecipava o desligamento social da vida nas grandes cidades, a perda de valores, a incapacidade da comunicação, o viver para a imagem e não para a essência.
A vida de George F. Babbitt (apelido que passou a fazer parte do vocabulário dicionarizado do inglês norte-americano) é traçada em pequenos quadros, episódios e anedotas que formam um todo coerente na sua incoerência: dois anos de uma vida. Babbitt é o vendedor imobiliário cuja grande preocupação, «deixar uma boa impressão», é o lema da sua vida. Babbitt não é fiel aos seus valores e ideais, é sim fiel aos dos que o rodeiam.
e-primatur - 1ª edição, fevereiro de 2018 
http://www.e-primatur.com/home

Sobre o Autor:
Sinc…